Mulher...mãe...amante e amiga . Adoro poesia, poemas e a natureza, brigo pelo meu espaço se preciso for, apaixonada pela vida. Sei ouvir e calar, sou alegre divertida e gosto do sentimento de liberdade. Não gosto de injustiças. Quero o meu espaço preservado e sou simpática com quem merece. Não suporto invasão, acredito na amizade sincera e acima de tudo minha vida que só a DEUS pertence.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra...
O filho vai visitar os pais, já velhinhos. Ao chegar na casa, encontra o pai no quintal, com o zíper das calças aberto e o pinto de fora. Ele assustado com a cena diz: - Pai, que tá acontecendo, você ficou maluco ? Com um frio deste e o senhor aqui… e o pior, com este pinto enrugado pra fora da calça !!! - Não filho… é que um dia destes eu estava aqui fora sem cachecol, e meu pescoço ficou duro com o frio… Isto aqui é ideia da tua mãe…
Ah, se soubesse de alguma coisa... Tudo não seria assim tão simples, mas se assim o é; é por uma boa razão por não saber o que não se sabe, ou seria uma ilusão saber? Ilusão por saber que tudo sabem... Ora, saberia que nada sei! Se soubesse de alguma coisa... essa coisa seria ou teria algo a saber. Se não sei de coisa alguma no saber que se sabe, Que julgam saber o que nada sabem... De certa forma não saberemos onde e nem quando devemos buscar a sabedoria no saber de quem sabe. “Quem sabe?”. Saber é um defeito por saber que sabe e, que não deveria nunca saber, “nunca se sabe”. Por imaginar saber que sabes e, Porque não procureis saber o que ainda não sabe, Isso os levaria para o real saber que não sabem como é verdadeiramente por saber o que se sabe. “Não quero nem saber de quem sabe!”. Por pensar que sabe... É uma cenografia da cumplicidade por um sabor da mais amarga ilusão de imaginar e achar que sabe. Simplesmente por não saber e, pela simples razão de ser e não conhecer o saber... É sofrer por não saber viver; “vai saber”... Sofrer também é saber que vivemos sem saber o real sofrer por não saber, por não querer sofrer sem saber por quê. O sofrer por achar que o saber é simplesmente uma razão de viver, Viver o sabor do saber, mesmo sabendo que o sofrer também é viver, saber por saber o que ainda não sabemos e, talvez nunca saberemos. Aprender a sabedoria do saber, é saber que nada se sabe.
Bom dia, amiga, Mendi. Tenha um lindo dia! Beijossssssss
O ESCRAVO
Quando a tarde veio o vento veio e eu segui levado como uma folha E aos poucos fui desaparecendo na vegetação alta de antigos campos de batalha Onde tudo era estranho e silencioso como um gemido. Corri na sombra espessa longas horas e nada encontrava Em torno de mim tudo era desespero de espadas estorcidas se desvencilhando Eu abria caminho sufocado mas a massa me confundia e se apertava impedindo meus passos E me prendia as mãos e me cegava os olhos apavorados. Quis lutar pela minha vida e procurei romper a extensão em luta Mas nesse momento tudo se virou contra mim e eu fui batido Foi ficando nodoso e áspero e começou a escorrer resina do meu suor E as folhas se enrolavam no meu corpo para me embalsamar. Gritei, ergui os braços, mas eu já era outra vida que não a minha E logo tudo foi hirto e magro em mim e longe uma estranha litania me fascinava. Houve uma grande esperança nos meus olhos sem luz Quis avançar sobre os tentáculos das raízes que eram meus pés Mas o vale desceu e eu rolei pelo chão, vendo o céu, vendo o chão, vendo o céu, vendo o chão Até que me perdi num grande país cheio de sombras altas se movendo...
Aqui é o misterioso reino dos ciprestes... Aqui eu estou parado, preso à terra, escravo dos grandes príncipes loucos. Aqui vejo coisas que mente humana jamais viu Aqui sofro frio que corpo humano jamais sentiu. É este o misterioso reino dos ciprestes Que aprisionam os cravos lívidos e os lírios pálidos dos túmulos E quietos se reverenciam gravemente como uma corte de almas mortas. Meu ser vê, meus olhos sentem, minha alma escuta A conversa do meu destino nos gestos lentos dos gigantes inconscientes Cuja ira desfolha campos de rosas num sopro trêmulo... Aqui estou eu pequenino como um musgo mas meu pavor é grande e não conhece luz É um pavor que atravessa a distância de toda a minha vida. É este o feudo dá morte implacável... Vede – reis, príncipes, duques, cortesãos, carrascos do grande país sem mulheres São seus míseros servos a terra que me aprisionou nas suas entranhas O vento que a seu mando entorna da boca dos lírios o orvalho que rega o seu solo A noite que os aproxima no baile macabro das reverências fantásticas E os mochos que entoam lúgubres cantochões ao tempo inacabado… É aí que estou prisioneiro entre milhões de prisioneiros Pequeno arbusto esgalhado que não dorme e que não vive À espera da minha vez que virá sem objeto e sem distância.
É aí que estou acorrentado por mim mesmo à terra que sou eu mesmo Pequeno ser imóvel a quem foi dado o desespero Vendo passar a imensa noite que traz o vento no seu seio Vendo passar o vento que entorna o orvalho que a aurora despeja na boca dos lírios Vendo passar os lírios cujo destino é entornar o orvalho na poeira da terra que o vento espalha Vendo passar a poeira da terra que o vento espalha e cujo destino é o meu, o meu destino Pequeno arbusto parado, poeira da terra preso à poeira da terra, pobre escravo dos príncipes loucos.
Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar. Amar é como voar! É sentir a sensação de estar no alto, é não ter medo de cair! É fazer dos pesadelos sonhos, é sentir-se pequenino perto de quem ama!